segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"Pra poesia que a gente não vive, transformar o tédio em melodia..."


Os créditos corriam na tela e á velha sensação retornou tão antiga, tão conhecida...Meus 13 anos se passaram ali, bem diante os meus olhos e das sensações que aquele momento me proporcionava. O filme era Waiting for forever ("Esperar para sempre" ou "Te espero eternamente"). Um sábado, uma madrugada insone. Lembrei deste que certa vez assistia com algumas colegas em casa, mais sem prestar muita atenção, acabei não terminando de vê-lo e deixei-o para uma próxima oportunidade. Encontrei-o dentre outros dvd's já vistos e alguns ainda por ver. O filme começou e eu pensei que seria apenas uma leve comédia romântica para distrair um pouco a mente. Enganei-me... Waiting for forever foi um presente para mim, o roteiro, as atuações e o cenário visto de um ponto de vista estético e mais frio, são extremamente medianos, porém os mais sensíveis, captaram sua essência, o que os personagens e suas vidas, ali nos apresentadas apenas em alguns minutos de filme quiseram realmente passar.
Will é um jovem que vive á vida á sua maneira, sem endereço fixo, sem trabalho fixo, sem carro, vive de seu talento como malabarista e artista de rua. Emma é uma jovem, que retorna á sua cidade natal, depois de algumas frustrações em relacionamentos e em sua carreira como atriz, a doença de seu pai, foi o estopim para seu retorno. O que liga esses jovens fora uma infância juntos, de cumplicidade, amizade, carinho e amor. Will perde os pais em um acidente ainda criança e encontra em Emma seu refúgio, sua ligação com a felicidade, e disso nasce um grande amor. Eles crescem e suas vidas tomam rumos distintos. Will, por ser artista de rua, resolve ir atrás de seu grande amor, onde ela vai, ele vai atrás, sem se mostrar, sem ela saber que ele está sempre por perto, pois para ele estar perto dela e vê-la bem, já basta.O que mais me encantou nessa produção foi á extrema leveza na qual o roteiro se desenvolve, como eles se reencontram, entre lembranças e vivências os laços do passado se fortalecem. Ambos tem uma maneira própria de lidar com seus demônios, fracassos e frustrações é isso que os difere, que os torna especial. Por que como o Will diz em sua última carta á Emma "A verdade não é nada. O que você acredita ser verdade, é tudo...". Independente de suas realidades e verdades, Will criou á dele, acreditou e viveu nela, seguiu, mesmo com suas antigas dores. Uma história leve, simples e cheia de significados... Sentindo aquela mesma sensação que sentia aos 13 anos, quando os personagens dividiam comigo suas histórias de vida, suas alegrias, tristezas... Aquela mesma sensação, aquele quentinho no coração, me veio á tona, tão presente, tão conhecido, como um velho amigo que não se vê á algum tempo, e nas idas e vindas da vida, os reencontramos e parece que o tempo o tempo nunca passou. Um sentimento tão meu, de que por mais estranho que estivessem as coisas em minha vida, ou por mais degraus que eu tenha descido ao invés de subido, as coisas podiam e podem melhorar e que não é algo permanente. Se antes o desanimo se fazia presente, Will e Emma me deram um pedacinho de suas histórias, de suas vidas e me mostraram que apesar de... Não se pode desistir, e tudo tem seu tempo, basta não desistir e deixar as coisas fluírem. O desanimo da lugar á esperança, e seu coração se aquece, se enche de calor e você pensa "Apesar de... há de ser".
Os filmes, seus universos e personagens... sempre transformando os meus dias em poesia e melodia. Como serei sempre eternamente grata á eles!

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