quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

"Feliz aquele..."


Enxergar, não significar ver!
Feliz aquele que realment , e não apenas enxerga!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Pequenos fragmentos de lembranças.


Ontem estava no ônibus, em pé, e observei um senhor e uma jovem sentada ao seu lado. Ele estava lendo uma folha de jornal, e outra deu para a jovem ler também. Não sei se ambos se conheciam ou não. De repente me veio na memória uma pequena lembrança de minha infância, tinha uns seis anos.
Todas as manhãs de fins de semana me levantava e ia para cozinha tomar café com os meus avós, minha avó sempre se levantava cedo, e quando eu percebia que a cama ao meu lado, que pertencia á eles, estava vazia, sabia que era hora de lavantar. Me punha de pé, e ia direto para cozinha. Após o café da manhã, descia as escadas e pegava o jornal que meu avô assinava e recebia todas as manhãs, levava-o para cima, e o abria. Folhava todas as partes, até chegar aos quadrinhos, tirava aquelas folhas, dobrava o restante e dava para o meu avô, me sentava em algum canto e me divertia com as tirinhas que lá estavam, eram minutos alegres, que me perdia naquelas páginas coloridas e cheia de palavras. Não me recordo se já sabia ler, ou se entendia o que lia... mais esses pequenos fragmentos de lembranças vieram me visitar naquele ônibus cheio de pessoas perdidas em seu mundo, ouvindo suas músicas, lendo seus livros, ou simplesmente com olhares perdidos, esperando chegar em seus respectivos destinos. Em meio aquelas pessoas, dei um curto e pequeno sorriso de canto, com os meus pequenos fragmentos de lembranças, de tempos simples, mais alegres, de dias que hoje se tornaram apenas, saudades!

Fugas


Ao longo da minha vida fui acumulando uma certa quantidade de fugas. Nunca fui muito boa para lidar com aquilo que não entendia, então, eu fugia. Não apenas naquelas ocasiões nas quas eu tinha medo, como quando era criança, escapulia do berço e fugia para o quarto dos meus pais, com medo do monstro dos meus pesadelos. Com o tempo medos mais reais foram me tomando, assim como as fugas. Nunca soube encarar muito bem uma perda, fosse ela qual fosse, então fugia, para á música, para as histórias e personagens dos meus filmes e livros, e lá me sentia em casa.
Ah! quem me derá se esses fossem os únicos motivos que me levassem as tais fugas...
Mais infelizmente tenho o habito de fugir daquilo que também me faz bem, de momentos, de pessoas. É como se eu possuisse um alarme interno que avisa que é hora de ir, enquanto tudo ainda está bem... e me afasto, sem motivos aparente, por medo daquilo que me faz tão bem hoje, amanhã me faça sofrer...
Medo, um sentimento constante em minha vida. Medo de sofrer, medo de esquecer, medo de me apaixonar novamente e mais uma vez sofrer, medo do recomeço e dos passos que pretendo dar nesse novo ano que se inicia... medo de ser feliz, como se isso não me pertencesse.
Que eu tenha coragem para encarar tudo que á vida ainda está por me oferecer, sem sentimentos de culpa, sem medos. Quero apenas sentir que tudo que conquistei e ainda consquistarei, de fato, eu mereci e por isso me pertence!