segunda-feira, 25 de julho de 2011

"Os seres humanos me assombram...."


" ... tive vontade de perguntar, como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes..."

Como já dizia Markus Zusak em: A menina que roubava livros.


O ser humano realmente me assombra. Desde de simples palavras, as mais cruéis atitudes. Realmente, cheguei á um ponto, que não sei mais o que pensar da humanidade, não sei mais o que dizer sobre as pessoas, sobre o ser humano em sí. Tenho medo deles, dos desconhecidos, dos mais íntimos. São tão imprevisíveis...

A mesma mão que te afaga de um lado, pode ser á mesma que te apunha-la do outro. É difícil imaginar que aquela pessoa que você tanto ama, que te faz tão feliz em inúmeros momentos, pode ser á mesma que por trás usa palavras que se ditas em sua presença, te feriria mais que uma facada. Mais o mais triste é pensar na hipótese que ela pode dizer-las fora de sua presença. E só de imaginar isso me doí muito. A sociedade me adoece. Pessoas preferem desejar á morte de outras pessoas, de ícones famosos, apenas por que um de seus ídolos partiu e não fora aquele na qual á imagem não lhe agrada. É horrivel isso, desejar á morte de alguém seja de quem for apenas por que á figura daquela pessoa não lhe agradou os olhos. Vejo falsidade, vejo hipocrisia, vejo pessoas que dizem palavras doces olhando em seus olhos. Mais, muitas vezes por trás, essas mesmas palavras pode estar servindo de piada para aquela mesma pessoa que olhou outrola nos seus olhos com ternura e ás pronunciou. Eu odeio imaginar que já passei por isso. Mais esse é o ser humano de hoje em dia, essas são as pessoas do século 21. E achar que você será uma exceção é ingenuidade. Mais as mais sensíveis sempre sofrem mais. Pois amam mais intensamente e verdadeiramente. Digo isso, pois sou assim. Jamais teria coragem de dizer quaisquer palavras feias por trás das pessoas que eu amo, ou debochar, ou qualquer atitude que eu não desejaria que dissessem ou fizessem á mim. Aquela frase "O que eu não quero para mim eu não faço, nem digo para os outros" Deveria se tornar um mantra na vida das pessoas, com certeza elas tomariam mais ciencia dos absurdos que saem de suas bocas e pensariam mais. Palavras podem mudar vidas, mais também pode destruí-las de uma forma avassaladora.
Eu realmente não tenho mais fé na humanidade, não tenho mais fé nas pessoas. Quanto mais eu vivo, quanto mais os dias e os anos passam, quanto mais eu conheço as pessoas, mais me convenço disso. Por trás daquele rosto aparentemente sincero, pode existir uma máscara, por trás daquele afago, pode existir um punhal. Talvez uma pequena, pequinina mesmo porcentagem se salve, talvez essa seja á minha valvúla, minha única valvúla de esperança, quando o assunto são seres humanos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Eu sou o que ninguém mais vê.


Eu sou o que sinto. Sou os brinquedos que brinquei, as gírias que usava, os segredos que guardei. Sou aquele amor atordoado que vivo e não esqueço. Eu sou as minhas lembranças. Sou a saudade que sinto, o sonho desfeito, a infância que recordo, a frustração de não ter falado na hora. Sou aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que me arrancou lágrimas. Sou o que choro. Sou abraço inesperado, o carinho que permuta. Sou os gritos trancados da garganta, os pedaços que junto. Sou a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar. Sou o desprezo pela mentira, pelo preconceito, pela sociedade... pelas pessoas. Sou os direitos e deveres que tenho. Sou a estrada por onde caminho e me procuro. Sou o que quero, rabisco, trago, assisto, ouço e leio. Sou a fragilidade, a sensibilidade, a angústia e o medo. Sou a esperança que mesmo em coma, luta para sobreviver. Eu sou o que ninguém mais vê.

domingo, 3 de julho de 2011

Sabe o que quero de verdade?

  

Jamais perder a sensibilidade. 
Mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. 
Por que sem ela, não poderia mais sentir a mim mesma.


Clarice Lispector

Remendos


É assim que ele sempre acaba. Meu coração. Sempre gostando da pessoa errada, sempre querendo quem não pode ter. E dessa vez não foi diferente. 2 anos já, desde que me dei conta que esse amor era outro amor, não era um simples amor. Era daqueles que mais uma vez ia fazer minha alma doer, sangrar. Que apesar de tudo, quando eu estivesse perto dela... eu sabia que passaria, mais não impediria ele de continuar sangrando. Coração burro que não entende, que só faz sofrer e sangrar. Mais ele prefere toda essa dor, á dor dá ausencia. Prefere que aquele sorriso continue á ocupar espaço, do que o vazio de antes. É melhor assim. Certas dores á gente convive bem. Mais outras simplesmente é insuportável. Quem sabe um dia esse coração burro acerte e viva cheio, e tenha reciprocidade e deixe de existir os remedos. Um dia, quem sabe!