sábado, 31 de dezembro de 2011

"Adeus Ano Velho. Feliz Ano Novo..."


A música que todos cantam essa época de ano, pode parecer clichê, mais é verdadeira.
Todos se despedem do antigo ano que está chegando ao fim, para dizer "olá" á um novo ano. Um novo ano para um recomeço, um avanço, uma nova vida, sonhos e metas á serem atingidos, uns antigos, outros atuais. Um novo ano para realizações. 2011 para muitos foi isso, um ano de realizações, assim como será 2012, para outros, talvez nem tanto e 2012 será como uma porta de esperança para essas tão sonhadas conquistas.
Sonhos, quantos não estarão por aí na virada de 2011 para 2012 pairando no ar entre promessas, abraços e sorrisos?
Meu 2011?... não posso reclamar, foi relativamente bom se comparado ao ano anterior. Obtive algumas vitórias, alcance algumas de minhas realizações pequenas, porém indispensáveis. Iniciei um processo de cicatrização de um antigo amor, daqueles na qual temos, mais sabemos que nunca será reciproco... então, ainda estou em processo e é uma das minhas realizações que ficará para 2012, por que afinal de contas, algumas cicatrizações demoram, e essa está em processo inicial, mais cada novo dia com bons resultados de recuperação.
Esse ano que está finalizando, me aproximei de pessoas distantes que me faziam muita falta. Recuperei um pouco do meu equilíbrio emocional, embora ele ainda seja e sempre será extremamente frágil. E o mais importante, aprendi a deixar as janelas abertas para as surpresas que á vida coloca em nosso caminho. É sempre bom mante-las assim, as surpresas sempre aparecem, e a gente pode se surpreender.
Meu 2012? Espero conseguir realizar mais algumas de minhas metas, aos poucos, sem pressa, á vida, apesar de curta, já é uma loucura por si só, aprendi á trilhar meus caminhos com calma e serenidade, tudo ao seu devido tempo, e isso tem sido uma das melhores coisas que aprendi nos meus 21 anos de vida. E principalmente, espero que seja repleto de saúde, alegrias e amor, pois aprendi que essas três palavrinhas são essências na vida de qualquer ser humano e mais ainda na minha.
2012, o que tiver que ser, será!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pesadelo Real


Parecia que eu me encontrava em um daqueles filmes de terror no qual sufocamos, á voz fica presa na garganta e não conseguimos gritar por socorro. Eu queria gritar, mais não conseguia, estava preso. Acordar parecia ser a única salvação, mais também não estava funcionando...
Eu andava pelas ruas e via pessoas correndo e corriam, e corriam, e carros buzinavam e os motoristas berravam e quando o farol finalmente abriu um dos carros passou por cima de um pedestre e ele simplesmente se foi...
A pessoa ficou caída, sem sinal algum, não se mexia, me aproximei, mais não consegui toca-la, entrei em desespero até ver alguém de aproximando, eu pedia para pessoa ajuda-la mais ela não ouvia...
Ví o rosto da jovem acidentada, parecia um anjo, ali, estirada, com pessoas em sua volta. Uma com um telefone em mãos, provavelmente ligará para ambulância.... tarde demais, ela se fora.
Fiquei em choque nesse instante, e corri, corri como se nada pudesse me alcançar, o vento soprava em meu rosto, e as lágrimas caiam, como ele simplesmente se foi, sem ajuda-la?
De repente o cenário muda, é um novo dia e me encontro dentro de um ônibus, está amanhecendo, vejo as pessoas entrando, olhares perdidos, vazios... algumas dormem, outras ouvem músicas, mais ninguém observa o show de cores que o céu os presenteia, ninguém parece notar. Parecem todos exausto, desanimados... mais acabaram de se levantar, por que o cansaço? eu não entendia....
Desciam em seus destinos, andavam mecanicamente, olhando para o chão, como se não esperassem mais nada de nada. Acompanhei um senhor na entrada de seu trabalho. Ele estava ao celular, falava e falava "por que depois desse projeto que finalizará daqui á tantos anos eu finalmente vou estar livre para me aposentar e viver minha vida". Estranhei o modo como ele se refiria em viver sua vida, estava no futuro. Mais e o seu presente? O que ele estava fazendo até então não era viver? Ele vai esperar se aposentar para começar á viver? Estranho. De repente o vejo colocando á mão no peito, pela sua expressão sentia uma enorme dor. Ví pessoas se aproximando e chamando o resgate. Ele desmaiou, ví-o cair. O resgate chegou instantes depois... mais já era tarde demais, ele se fora. Mais uma vez lágrimas caíram de meus olhos, pela vida que ele tanto ansiava e não pode viver, e pelos dias que ele viveu apenas existindo e vivendo seus dias num futuro que não chegou até ele...
Neste pesadelo ví inúmeras cenas. Homens batendo em suas mulheres, e depois pedindo desculpas e dizendo-as que as amava e que fazia aquilo exatamente por isso. Ví também uma mãe que deixava sua menininha recém nascida debaixo de uma árvore á merce de qualquer coisa, mais também ví uma mulher se aproximar logo após, pega-la, aninha-la em seu colo, um olhar doce, e ao mesmo tempo triste pelo que via. Levou-a dali com ela. Tentei acordar inúmeras vezes, queria gritar, pedir para tudo aquilo parar, mais as palavras não saiam, me asfixiavam, tudo girava... e então, finalmente, eu despertei....
Estava suada, com o rosto coberto de lágrimas e uma tristeza e um peso no peito. Saí correndo para janela, e constatei o que eu já sabia. O sonho, era um sonho real, tudo o que eu havia sonhado estava ali fora, estampado. A realidade nua e crua de uma sociedade moderna, pensei em ligar á televisão para constatar que havia realmente acordado, talvez ainda poderia estar sonhando... mais não precisei. Eu estava acordada e vivendo em um pesadelo real.

sábado, 10 de dezembro de 2011

"Vai ficar tudo bem!"


Ela se sentia quase sempre sozinha, mesmo com pessoas ao seu redor. Isso não era normal. Já havia passado da famosa idade "aborrecente" e todos aqueles sentimentos considerados inconstantes dessa idade já deveriam ter passado também. Mais continuavam á acompanhar. O vazio ainda estava lá, a solidão e a espera de algo que não sabia o que era também se encontravam lá. Ela havia conseguido reajustar uma parte de si que antes estava bagunçada... Mais, esses sentimentos, pareciam persegui-la incessantemente, sempre á espreita, sempre esperando o próximo instante de fragilidade. De todos, á solidão era á pior. Queria conversa com alguém, dividir aquelas sensações... Mais não tinha. Todos estavam em um estágio mais avançado, e ela, de certa forma também, porém seus sentimentos continuavam intactos. Ela só queria compartilhar isso com alguém, sem temer represálias, julgamentos... Ela só não queria se sentir sempre desse jeito, sozinha. Mais era incrível, como ela havia acostumado a carregar isso sozinha, á ser assim, parecia tão triste esta forma de prosseguir, mais fora a melhor maneira que encontrara. Ás vezes sorrir era quase impossível, tudo ao seu redor á afetava, não carregava apenas as suas dores, carregava também as dores do mundo, as sentia... E esse fardo cada dia se tornará mais pesado.
"Vai ficar tudo bem!". Pensou! "Tudo irá melhorar, se não hoje, amanhã". Repetia, sempre que se sentia assim, sempre que a confiança em si fugia, como se suas próprias palavras á enganasse, á iludisse. O medo de seguir, de não dar certo era maior. Tudo havia mudado tudo de bom que ela conhecia, de seus dias de plena felicidade, só sobraram recordações. Nunca mais conseguiu recuperar aquela sensação.
Lá vai ela novamente. "Vai ficar tudo bem!". E assim seguia.

sábado, 12 de novembro de 2011

Que seja!


Que seja inteiro, completo, verdadeiro.
Segundos, minutos, dias, meses, anos, pessoas, amizades e amores.
Que seja real, que não possua máscaras. Que seja sim, ou não.
Não quero metades, e mentiras sinceras não me interessam!

domingo, 30 de outubro de 2011

Saturday Night


Há o vazio. Há também a sensação de perda, de mais um fim de semana, de tantos outros perdidos...
Sons... o único que se ouvia era o da chuva que agora caia fraca e sonolenta, como se os céus já tivessem esgotado toda irá, toda suas dores...
Sempre imaginei a chuva como lágrimas. Lágrimas do senhor que morava lá em cima, e era dono de todo aquele infinito e belo azul. Sempre pensei na minha querida infância. "O senhor lá em cima está triste, ou com raiva, por isso está chorando". Hoje pensei, não foi diferente, uma forte chuva caiu e mais uma vez imaginei isso. Agora ela caí lenta e tranquila, como se o desabafo já tivesse cessado, apenas, momentaneamente.
Mais um sábado, de tantos outros que já se passaram, e tantos lugares imaginei estar. Quantas vidas eu já não vivi através da minha imaginação nesses sábados e madrugadas de domingo perdidas ao vento.
Uma praia. Imaginei tantas vezes uma praia... um tempo tranquilo e ameno, com brisas e o mar calmo. Eu não gostaria de estar sozinha, sempre imaginei alguém comigo em momentos assim... mais quem? Quem? Que pessoa seria suficientemente corajosa para saber lidar com o meu melhor e o meu pior, sem se assustar e fugir logo de início? Que pessoa saberia aceitar minhas mudanças de humor, minhas fases infantis e algumas vezes tristes? E principalmente, que pessoa, mesmo conhecendo tudo isso, permaneceria? Olharia nos meus olhos e diria... "Eu estou aqui, não importa o que aconteça, eu sempre vou estar aqui..." eu provavelmente sorriria e andaria pela praia, pulando ondas e brincando na areia, podendo ser simplesmente eu mesma, sem julgamentos, e saberia que aquela pessoa permaneceria, ali, do meu lado, sem fugir, sem temer.
É nesses momentos que os meus devaneios terminam e eu acordo. Aí me vem a realidade, me vejo sozinha, na mesma noite de sábado e madrugada de domingo. Pensando, imaginando, como esse mesmo sábado poderia estar sendo, se eu não estivesse mais uma vez sozinha nele...
Me pego bronqueando á mim mesma "Menina tola, pare de sonhar, ninguém é especial, nem único, nem inesquecível na vida de ninguém. Acorde, viva sua realidade e faça dela á mais suportável possível, olhe á sua idade, isso não te pertence mais, acorde, vamos acorde e pemaneça acordada!".
Sábados, imaginações, sonhos e ilusões, perdidos em mais um fim de semana só. E mais uma vez luto com a minha maldosa consciência...
"Amanhã será melhor, amanhã será doce".

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Meu melhor amigo.


Me lembro, exatamente de tudo, como se fosse ontem, tudo está guardado aqui dentro, como o mais belo tesouro que alguém pode ter.
Ele era tão pequenino, e frágil, na época, eu também era, mais me sentia grande, forte, perto dele.
A primeira impressão, me apaixonei assim que o vi. Seus grandes olhos castanhos, seus pelos mesclados de branco com mel, ele era o único, seus irmãos eram lindos também, mais de pelagem mais escura e ambos eram iguais. Já ele, ele era diferente, era especial, era para ser meu, estava no destino, dele e meu.
Com os passar dos dias, me impressionei com a enorme habilidade de mutação que aquele pequeno ser tinha. Em apenas 2 semanas havia crescido e tomado diferentes formas. Sua cabeça estava maior, seus olhos mais redondos e mais escuros, seu pelo mais grosso e suas pequenas e fragéis orelhas, maiores também. Um tempo depois descobri que não cresceria muito mais que isso, o que de início foi um alívio, pois achava-o lindo como era.
Quando finalmente o trouxe para casa, depois de um longo mês aos cuidados de sua mãe, pude perceber, que nossa intimidade ia crescendo, e ficavamos mais amigos. A primeira noite, foi inesquecível para mim.
Fiz sua caminha, uma humilde caixa de papelão, com um pedaço de coberta para que ele pudesse descansar, confortavelmente. Assim que apresentei sua nova cama, ele deitou-se, girou.. girou e finalmente achou uma posição confortavel que pudesse descansar. Adormeceu em poucos minutos. Ao ver sua tranquilidade, sai lentamente, apaguei a luz, fechei a porta e fui deita-me. Não deu muito tempo para que acordasse com gritos assustadores, como se algo estivesse sendo cruelmente violentado. Num sobressalto, levantei e pude perceber que era a minha pequena criaturinha, berrando no outro comodo da casa. Fui até lá, assim que entrei ele se calou, me olhou com aqueles grandes olhos castanhos como se dissessem ''Eba!, você me ouviu''. Começou a sacudir sua pequena calda, de alegria e abriu um cantinho de sua boca, como se sorrisse para mim, Não aguentei, peguei-o de lá, e o trouxe para dentro. Deitei com ele no meu antigo colchão na sala, que dava lugar ao sofá, que não tinhamos. Era melhor o colchão, mais confortável, afinal, apenas éramos eu e minha mãe que habitavámos aquela imensa e tranquila casa na época, agora tinhamos mais um membro, mais até outrora, eramos apenas, eu e ela. Começei a acariciar sua cabecinha, suas patinhas, e o cobri com um paninho para que o frio não o acordasse. Adormeceu em minutos. Assim que consegui, peguei-o em meus pequenos braços, aquele corpinho mole de sono, e leve-o até seu cantinho dos sonhos. Acomodei - o da forma mais confortável possivel em sua caixinha, e cobri com o paninho que servia de coberta, parecia um nenem dormindo, nem se mexia. Nunca me esqueço daquele noite.
Nos dois anos seguintes, ele se tornou meu único e melhor amigo, não havia um dia de sábado, que eu não levantasse pela manhã, como era de costume, primeiro que minha mãe, e ficassemos, apenas nós dois, naquela enorme área, com piso azuleijado e liso, passávamos mais de horas ali, brincando.. ele subindo em cima de mim, e mordendo minha mão, eu puxando suas orelhas e jogando a bolinha para que ele me entregasse. Eram horas só nossas. Passeavamos pela rua, que na época era de terra, uma festas para as duas crianças, que éramos. Acho que por isso nos davamos tão bem, eramos crianças, inocentes, nos completávamos.
Outra ocasião que jamais me esquecerei junto dele, foi um ano depois que ele entrara em minha vida. Minha avó nos visitara, era verão na época, nesse dia lavavamos a entrada da frente de casa. Um calor assombroso. A mangueira estava ligada, minha mãe molhava a frente, minha avó, com o balde, jogava a agua com sabão, e eu com o rodo, quase do meu tamanho, puxava a água. E o meu amiguinho peludo, saltava entre nós, como se fosse o melhor dia da vida dele. Não deu em outra, terminado os afazeres, a torneira ainda estava aberta, e a mangueira, escorrendo água. Eu estava na posse daquele grande pedaço de borracha. Peguei a mangueira e não pensei duas vezes, molhei a todos, minha mãe, minha avó e o Lucky, como se chamava meu pequeno companheiro. Nos deliciamos com um banho inocente de mangueira, 3 diferentes gerações, em apenas um momento. Essa lembrança, com ele é uma das mais belas que tenho.
Tudo parecia perfeito, até que nossas vidas mudaram da água para o vinho, quando viemos de mudança para grande selva de pedra. Da liberdade de uma casa grande, para um apartamento minusculo e apertado. Da imensa rua que moravamos, onde eramos livres, para uma cidade, cheia de prédios amontoados, que só de olhar, era craustrofóbico.Mais tivemos de mudar, sofremos essa reviravolta em nossas maravilhosas vidas.
O lugar onde era nosso novo lar, era apertado, pequeno, nem se comparava a enorme varanda na qual cansei de ver meu Lucky correndo e brincando feliz. Ele nunca se acostumara a nossa nova vida na selva de pedra. Seus anos seguintes de vida, se tornaram tristes, melancólicos, monótonos. As vezes, naquele cubiculo que era seu novo lar, eu o olhava, fixamente em seus olhos, tentava encontrar aquele brilho que me lembrara com perfeição, que ele tinha. Nada, seus olhos agora, eram obscuros, tristes, distantes. Perdera sua vivacidade, sua energia, sua ... alegria. E conforme sua idade avançada, mais triste ele ficava. Aos 8 anos, ficou doente, e em umas de suas crises convulsivas, ele não resistiu e partiu. Me deixou, depois de 8 longos anos. Foi um dos dias em que mais derramei lágriamas, foi um dos dias também, em meu coração sangrou, de dor, de ódio de mim mesma, por não ter conseguido faze-lo mais feliz.
Suas lembranças me acompanham. Guardo comigo aquele olhar, não aquele triste, apagado que virá nos ultimos anos. Mais sim, aquele olhar cintilante, meigo, puro, inocente que via, sempre que brincávamos na varanda. Nós dois apenas. Essas memórias, irão comigo, para sempre.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sonho que sonhei


Lembro que foi em uma manhã. Estava fazendo um lindo dia, daqueles que você ao sair na rua sorri e tem a sensação de que tudo será ótimo...
Eu estava com meus pais e paramos com o veículo em frente á uma grande catedral, com um enorme jardim, daqueles que se perde de vista e que qualquer pessoa pensaria em passar o resto de seus dias lá.
Lembro-me que enquanto meus pais se afastavam de mim e entravam na imensa catedral, eu permaneci do lado de fora simplesmente fascinada com a beleza surreal daquele lugar. Saí do meu êxtase e fui vagando por entre árvores e flores.
Sem perceber me deparei com um senhor, ele começou a caminhar na minha direção e começamos á conversar. Não me recordo sobre o que, apenas me lembro o quão aquela presença me fez bem. Em um curto momento de distração, ele simplesmente se fora...
Não sei para onde, não sei como, simplemente se foi e me deixou com uma alegria imensa dentro do coração, que nem eu mesma sabia explicar. Lembro-me também, que estava com um vestido leve e rodado, começei á passear por entre as flores e á acariciá-las, eu pulava e dançava entre elas, mais eram movimentos lentos, como se eu levitasse e pousasse suavemente no chão. Uma sensação de liberdade, alegria e leveza, que não saberia explicar em palavras. Foi assim que retornei ao ponto onde me afastei dos meus pais, sem perceber, como se meu corpo tivesse programado aquele caminho, e minha mente simplesmente se desligasse do resto para dar atenção apenas aquelas incriveis sensações.
Logo acordei, e percebi que tudo não passara de um sonho. Um sonho encantador, belo e leve. Daqueles que se pudesse nunca mais acordaria e residiria para sempre!

domingo, 9 de outubro de 2011

Garotinha dos cachinhos dourados.


Ela tinha três, talvez quatro primaveras vividas...
Mais isso pouco importava aquela garotinha de cachinhos dourados...


Ela passava seus dias á sonhar. Sonhar com castelos enormes e aventuras infinitas. Mais esses não eram seus sonhos favoritos. Ela sempre sonhava com grandes nuvens brancas, como algodão, um belo céu azul e um cavalo branco de asas que voasse e á levasse para os mais belos jardins daquele lindo lugar. Algumas vezes ela sonhava com asas. Suas próprias asas indomáveis, que ela sempre fazia questão de abrir e exibir como a mais preciosa riqueza que possuia...
E assim a garotinha de cachinhos dourados foi crescendo e crescendo e crescendo, mais sempre deixando seu ser imutável. Como se aqueles mesmo sonhos que ela tivera outrora, pudessem, á qualquer instante, resgata-la de sua realidade e transporta-la para seu mundo. Seu pequeno mundo, cheio de sonhos, cores, nuvens, cavalos voadores... mais apenas seu!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mulher


Sou mulher. Não um pedaço de carne exposto no açougue para ser chamada de "delícia" e "gostosa".
Sou mulher. Não um objeto sexual.
Sou mulher. Não um saco de pancadas de homens onde á função é descarregar suas frustações, inseguranças, medos, dúvidas e bebedeiras!
Sou mulher. Não um animal de estimação para ter um "dono".
Sou mulher. E assim como outras tantas por aí quero e mereço respeito. Não apenas pelo sexo oposto, mais pela sociedade também.
Em pleno século em que vivo, ainda vejo preconceito com as mulheres, e quando alguém chega e me fala "que isso não existe mais" eu digo: "errado, isso existe, apenas está mascarado, como tudo hoje em dia".
O ser humano em sí, não apenas as mulheres, merecem respeito.
Respeito! Uma palavra pequena mais de um valor e um significado único que cada dia mais se perde nas atitudes do ser humano. Um valor único que todos deveriam ter e receber, mais que cada dia menos vejo acontecer.

domingo, 18 de setembro de 2011

Apenas meras bobagens!



Recordar...
(Bom, eu faço muito isso!)

Lembrei (mais uma das milhões de vezes), meus anos de adolescente, ou mais propriamente dito. Meus 16 anos.

Lembro que eu me e minha turma saíamos por aí e ríamos de tudo e de todos... cada um era único, tinha seu estilo próprio, suas opiniões, até então, naquela época intocáveis. Sempre se falava no futuro, e em não virar mais um adulto "normal" como todos os outros. Manter sobre tudo á personalidade, o estilo e principalmente á alma intocadas. Porém os anos passaram e essas promessas foram jogadas ao vento...
Estive observando muito eles "pós adolescencia" e ví que pouco á pouco suas personalidades foram mudando, assim como suas aparências, do que antes se rirá, hoje, se tornará idêntico. De roupas á algumas atitudes.. Não sei se "amadurecer" é isso... deixar que á sociedade e o mundo arranque de você sua personalidade, suas idéias até então intocáveis... e principalmente sua alma, aquele espírito livre e sonhador que todo adolescente possuí antes de ter de encarar de verdade o mundo real e "amadurecer".
Hoje vejo como mudamos, como mudaram... sinto muitissima falta daqueles dias, mais sinto mais saudades ainda do espírito individualista e único que cada um possuía, das mentes cheia de sonhos e idéias próprias, da beleza que viam no banal, no simples...Hoje olham tudo e dizem "como éramos bobos", eu mesmo confesso que mudei em alguns aspectos, mais de uma certa forma, tento manter á minha alma como daqueles tempos. Não posso e nem quero "amadurecer", não para ficar desse jeito. Ainda prefiro continuar sendo aquela pessoa com á alma cheia de sonhos, que vê na simplicidade uma forma única de felicidade. Não me envergonho de nada do meu passado, tudo que fui me fez como sou hoje. Do considerado "vergonhoso" as atitudes mais tolas... Tudo aquilo fui, sou e sempre será eu, e não me envergonho de mim!
Ouvi muito já á tal frase "Mais é assim que o mundo funciona". O mundo que funcione á sua maneira, eu é que não me renderei as atrucidades dele, que transformam pessoas cheia de sonhos, personalidade... alma. Em robôs na qual o único objetivo é trabalhar, e trabalhar e ganha dinheiro e pagar as contas e fazer de suas existências uma rotina maçante e igual.




"Estou em plena luta. Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não termos um ao outro. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de se apagar a luz. Mas eu escapei disso, escapei com a ferocidade com que se escapa da peste". 



- Clarice Lispector

sábado, 10 de setembro de 2011

Tolices irrelevantes


Lembranças, nostalgia, passado, presente, futuro.É um emaranhado de sentimentos, de situações e confusões...Há tanta vida lá fora. Há tantas coisas para se viver.
Quando você tem 20 anos, o que você menos pensa é no fim. Você faz planos de um futuro longícuo e feliz. Ou nem pensa no futuro, apenas aproveita o presente.
E quando isso não acontece? E quando você não vive o presente como gostaria e também não enxerga um futuro? São tantas coisas que se passam dentro do meu coração e da minha cabeça que eu mesma não entendo.
Ando pelas ruas, visito parques e vejo pessoas felizes com as suas família. Crianças brincando, casais namorando, um toque, um beijo, uma carícia... para mim isso tudo é tão estranho. Nunca tive algo assim. Nunca pudi chamar ninguém "meu mundo", ou "minha vida". Ou simplesmente olhar nos olhos dessa pessoa e dizer que á amo, e ela entender, de fato o amor que estou expressando. Um abraço, me lembrei dele agora... foi em uma noite feliz, com pessoas especiais... e ela. O abraço e o sorriso sempre me marcaram. Lembro de cada um que ganhei. Recebi esse abraço e a segurei, como se fosse á ultima vez que á abraçaria. Ela disse "Eu amo você". Essas palavras soam na minha mente todos os dias, como um doce mantra. Mais sei o verdadeiro sentido dessas palavras, ela nunca me verá como eu gostaria que me visse, de verdade. Eu me afasto por uns tempos, para esquecer... mais não posso, é mais forte que eu, e sei que assim que vê-la, um sorriso bobo tomará meu rosto. Em contrapartida, penso em outra pessoa, mal á conheço, uma certa distancia impede... Mais é alguém extremamente doce e bela. Alguém que sei que seria capaz de amar muito...
São sentimentos estranhos. Mais logo caiu na realidade e me vejo com aquele sentimento de vazio novamente, de que nada disso, nem um nem outro acontecerá e que é melhor eu seguir até o dia em que conseguir encontrar meu porto de chegada, onde eu possa ser eu mesma, amar e poder ser amada também, sem reservas, sem restrições...

Devaneios, pensamentos... e os dias voando como beija-flores!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"Os seres humanos me assombram...."


" ... tive vontade de perguntar, como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes..."

Como já dizia Markus Zusak em: A menina que roubava livros.


O ser humano realmente me assombra. Desde de simples palavras, as mais cruéis atitudes. Realmente, cheguei á um ponto, que não sei mais o que pensar da humanidade, não sei mais o que dizer sobre as pessoas, sobre o ser humano em sí. Tenho medo deles, dos desconhecidos, dos mais íntimos. São tão imprevisíveis...

A mesma mão que te afaga de um lado, pode ser á mesma que te apunha-la do outro. É difícil imaginar que aquela pessoa que você tanto ama, que te faz tão feliz em inúmeros momentos, pode ser á mesma que por trás usa palavras que se ditas em sua presença, te feriria mais que uma facada. Mais o mais triste é pensar na hipótese que ela pode dizer-las fora de sua presença. E só de imaginar isso me doí muito. A sociedade me adoece. Pessoas preferem desejar á morte de outras pessoas, de ícones famosos, apenas por que um de seus ídolos partiu e não fora aquele na qual á imagem não lhe agrada. É horrivel isso, desejar á morte de alguém seja de quem for apenas por que á figura daquela pessoa não lhe agradou os olhos. Vejo falsidade, vejo hipocrisia, vejo pessoas que dizem palavras doces olhando em seus olhos. Mais, muitas vezes por trás, essas mesmas palavras pode estar servindo de piada para aquela mesma pessoa que olhou outrola nos seus olhos com ternura e ás pronunciou. Eu odeio imaginar que já passei por isso. Mais esse é o ser humano de hoje em dia, essas são as pessoas do século 21. E achar que você será uma exceção é ingenuidade. Mais as mais sensíveis sempre sofrem mais. Pois amam mais intensamente e verdadeiramente. Digo isso, pois sou assim. Jamais teria coragem de dizer quaisquer palavras feias por trás das pessoas que eu amo, ou debochar, ou qualquer atitude que eu não desejaria que dissessem ou fizessem á mim. Aquela frase "O que eu não quero para mim eu não faço, nem digo para os outros" Deveria se tornar um mantra na vida das pessoas, com certeza elas tomariam mais ciencia dos absurdos que saem de suas bocas e pensariam mais. Palavras podem mudar vidas, mais também pode destruí-las de uma forma avassaladora.
Eu realmente não tenho mais fé na humanidade, não tenho mais fé nas pessoas. Quanto mais eu vivo, quanto mais os dias e os anos passam, quanto mais eu conheço as pessoas, mais me convenço disso. Por trás daquele rosto aparentemente sincero, pode existir uma máscara, por trás daquele afago, pode existir um punhal. Talvez uma pequena, pequinina mesmo porcentagem se salve, talvez essa seja á minha valvúla, minha única valvúla de esperança, quando o assunto são seres humanos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Eu sou o que ninguém mais vê.


Eu sou o que sinto. Sou os brinquedos que brinquei, as gírias que usava, os segredos que guardei. Sou aquele amor atordoado que vivo e não esqueço. Eu sou as minhas lembranças. Sou a saudade que sinto, o sonho desfeito, a infância que recordo, a frustração de não ter falado na hora. Sou aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que me arrancou lágrimas. Sou o que choro. Sou abraço inesperado, o carinho que permuta. Sou os gritos trancados da garganta, os pedaços que junto. Sou a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar. Sou o desprezo pela mentira, pelo preconceito, pela sociedade... pelas pessoas. Sou os direitos e deveres que tenho. Sou a estrada por onde caminho e me procuro. Sou o que quero, rabisco, trago, assisto, ouço e leio. Sou a fragilidade, a sensibilidade, a angústia e o medo. Sou a esperança que mesmo em coma, luta para sobreviver. Eu sou o que ninguém mais vê.

domingo, 3 de julho de 2011

Sabe o que quero de verdade?

  

Jamais perder a sensibilidade. 
Mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. 
Por que sem ela, não poderia mais sentir a mim mesma.


Clarice Lispector

Remendos


É assim que ele sempre acaba. Meu coração. Sempre gostando da pessoa errada, sempre querendo quem não pode ter. E dessa vez não foi diferente. 2 anos já, desde que me dei conta que esse amor era outro amor, não era um simples amor. Era daqueles que mais uma vez ia fazer minha alma doer, sangrar. Que apesar de tudo, quando eu estivesse perto dela... eu sabia que passaria, mais não impediria ele de continuar sangrando. Coração burro que não entende, que só faz sofrer e sangrar. Mais ele prefere toda essa dor, á dor dá ausencia. Prefere que aquele sorriso continue á ocupar espaço, do que o vazio de antes. É melhor assim. Certas dores á gente convive bem. Mais outras simplesmente é insuportável. Quem sabe um dia esse coração burro acerte e viva cheio, e tenha reciprocidade e deixe de existir os remedos. Um dia, quem sabe!

sábado, 21 de maio de 2011

A Dona do sorriso que lhe fazia sorrir,



 Era uma sexta. Ela estava sozinha e com frio.
Ela pensava... em dias felizes, em risadas, em um sozinho em especial que á fazia tirar o fôlego.
Mais, sua alegria, era ao mesmo tempo sua dor. Ela amava a dona do sorriso que lhe tirava o fôlego, que lhe deixava com as mãos frias e borboletas no estômago. Ela á amava, porém, se negava.
Se negava a aceitar esse fato. Mais um sofrimento, mais um amor errado. Um amor lhe causaria dor.
Não era justo isso com ela. Não era justo que mais uma vez seu coração sangrasse. Enquanto seus lábios eram obrigados á sorrir. A dona do sorriso que lhe dava borboletas no estômago, tinha outra pessoa, que tinha outro sorriso que provávelmente também lhe causava borboletas no estômago.
E isso á deixava ao mesmo tempo alegre e triste, pois ela sabia que a dona do sorriso que lhe fazia sorrir, tinha outra pessoa que tinha também um sorriso que lhe fazia sorrir, isso á deixava feliz. O que a entristecia mesmo, era que ela não era a pessoa na á fazia sorrir, nem lhe tirar o fôlego, nem lhe causar borboletas no estômago.
Mais, mesmo assim, sozinha e com frio, naquela sexta... com seus pensamentos. Ela estava feliz, pois sabia que a dona do sorriso que lhe fazia sorrir. Estava tambem feliz!

O mundo está ao contrário e ninguém reparou..



 Me sinto enojada com a humanidade. 
Enojada com os "valores" atuais.
O que era importante, hoje não é mais.

Respeito, amizade e amor
Antes tinham valor.

Porém os tempos mudaram.
O que antes era realmente importante
Hoje é visto como tolice, insignificante.

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário...
E ninguém reparou!

terça-feira, 12 de abril de 2011

"Eu quis querer o que o vento não leva. Prá que o vento só levasse o que eu não quero..."


Parece que esse trecho da música do Paralamas foi feito para mim...
Em poucas palavras ele descreve bem o que eu sinto. Vejo o tempo como o vento...
Ele levou tudo o que eu amava. Minha inocencia, minha alegria, minha pureza... Levou com ele também as raízes que eu estava começando a criar, quando senti que realmente estava criando raízes e me fortalecendo. O tempo levou. Levou algumas pessoas por um tempo que quase me matou, mais ás trouxe de volta, inclusive á que eu mais sentia falta, á que me cortava á alma quando eu pensava em nunca mais ver, ou ouvir á voz, mais acho que vendo  como eu fiquei, o tempo teve dó de mim, e me trouxe isso. O tempo nos muda em variadas formas, nos tira coisas bouas, momentos bons... tornando-os apenas passado. Meras e doces lembranças em nossas memórias, ou na minha ao menos. Vivo de memórias hoje em dia, sou a nostalgia em pessoa. Mais isso não é mal. É o que me restou... o que restou de mim do passado. É no que eu me apego quando me sinto vazia, quando quero sorrir e não consigo. São as lembranças que me consolam. Ao mesmo tempo que elas me cortam, elas são meu remédio. Ao mesmo tempo que me ferem e me tiram o ar, a dor de saber que tudo o que eu tinha, e que o tempo levou, não voltará... elas são meu antidoto, pois eu sei que eu ás viví, e viví intensamente. Ás vezes me pego pensando sem perceber naqueles dias. Um momento, uma brincadeira, um gesto, e principalmente um sorriso. Um sorriso que me fazia esquecer as coisas sem perceber, que não me cansava de olhar. São lembranças apenas, mais guardo isso comigo como um tesouro que ninguém, nunca poderá arrancar de mim. As situações mudaram, os tempos são outros... Mais eu ainda os reconheço, e principalmente... á reconheço. Hoje o que me alegra é ter os que eu amo comigo de volta, todos. De familiares que me preenchem, á meus antigos amigos que aous poucos o tempo me trouxe de volta... a pessoa que eu mais queria... Ver quem você ama feliz, mesmo sabendo que essa pessoa jamais te veria com os olhos que você á vê, talvez simples olhos de admiração... não sei, mais sei que tem amor, e isso me basta. Ver esse alguém feliz e bem já me basta..
Tenho pensado bastante se um dia terei a minha tal plena felicidade novamente. Tenho sentido que não viverei, ou não estarei mais aqui até tê-la novamente. Realmente são sentimentos estranhos esses. Mais eu não me surpreendo, nunca vivi o que outras pessoas viveram, nunca encherguei, como outros enchergaram... e nunca me senti, como outros se sentiram. Não sou melhor, nem pior que nínguem por isso, sou apenas eu. Isso é apenas quem eu sou. Vou seguindo assim, até o dia que eu encontre meu lugar, o lugar onde eu possa chamar de meu... e alguém... alguém.. uma pessoa que eu possa chamar de minha. Alguém que retribua o que sinto. Apenas isso. só isso.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Passado. Presente. Futuro!


Um misto de épocas, de fases, de vidas...
Fui criança até os 16, e hoje, aos 20, já me vejo obrigada a ser adulta!
Não me sinto adulta! Não me sinto criança! Que disputa maldosa essa dentro de um único ser.
Penso no passado, sinto saudades, é como se meu verdadeiro "eu", estivesse ficado por lá. Presente, vejo as pessoas nais quais conheci e conviví á 5, 6 anos atrás. Umas já casaram e até filhos tem, outras estão terminando a faculdade e saindo de casa, outras namoram, seguem suas viidas. E eu? Eu estou aqui, da mesma maneira de tantos anos atrás.. Futuro. Muitos planos, muitas metas que quero alcançar, mais apenas coisas no papel, o medo não me deixa. Minha mediocridade, minha fraqueza, parecem que são maiores, e a vontade, e coragem simplesmente são estranguladas por elas.
Hoje, eu, 20 anos, 2 mese e 13 dias nas costas, na dependencia dos pais, enfrentando seus demônios antigos, com sonsultas psicológicas e acima de tudo, pedindo força para enfrentar o futuro, e conseguir doma-lo.
Vejo as pessoas que conviví e cresci, e me sinto um nada, vendo, onde hoje elas estão. Me sinto pequena, mediocre, ordinária e incapaz. Meu passado, foi minha felicidade constante, uma época ingênua, de alegrias doces e momentos felizes. Meu presente, um lugar inconstante, onde a alegria, a ângustia, a saudade e o medo se gladiam para ver quem leva a melhor, tenho dias onde a alegria me encontra por um longo período, mais a ângustia a saudade e o medo, veem e á trancam novamente em seu calabouço até que, novamente ela consiga escapar. É estranho não conseguir um equilíbrio para seguir em frente, é estranho se sentir como se seu lugar e o que você está vivendo, fossem apenas pré-estréias daquilo que realmente você vai viver, e o mais importante do que você vai ser. Futuro, um lugar desconhecido, que pretendo conquistar e me instala, logo em breve. Como diria Lispector "O meu caminho não é esse, é o outro, é o outro, quando eu puder sentir o outro plenamente estarei a salvo e direi: eis o meu porto de chegada..." Futuro? O meu possível e esperado porto de chegada!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Amor


Como saber quando se ama alguém? Pergunta difícil de se responder.
O amor é algo tão complicado, tão difícil de se entender. Amei de tantas maneiras já, foram tantos amores, tantas alegrias.. mais também, tantas dores, e principalmente rejeição.
Mais acho que o amor mais complicado, mais pertubador, mais intenso, mais puro, mais duradouro e sufocante que senti, eu nunca poderei esquecer, mesmo se conseguir sentir isso novamente,
Já sentiu uma alegria imensa na presença daquela pessoa, já sentiu um imenso frio na barriga, quando esteve preste á vê-la, e principalmente já sentiu uma dor sufocante e um nó imenso na garganta quando pensou em perde-la, e perdeu, por curto períodos de tempo, e principalmente, já preferiu ter essa pessoa á seu lado, sempre, mesmo que a mesma jamais desconfie desse tamanho amor, mesmo que por dentro você se roua, se torture apenas com a possibilidade de dizer, e ela se afastar novamente, e você voltar a sentir aquele imenso vazio, como antes, o simples fato de ter a pessoa ao seu lado, já te deixar feliz, e acima de tudo, saber que a mesma está feliz? Se respondes-tes sim, entende o que digo.
Com todos os amores aprendi porções de sentimentos mais com esse aprendi que o amor simplesmente é abnegação, quando você simplesmente sabe que jamais daria certo, você simplesmente fica feliz em ver a pessoa feliz, seja com quem for, onde for, a única tortura maior é ausência dessa mesma, mais nada pode cortar uma alma que ama, como á distância, seja ela por que motivos for. O amor simplesmente está onde está, e sei que este sempre estará comigo, apenas comigo, onde eu for, será sempre meu maior segredo, até que eu possa novamente sentir esse mesmo amor com outro ser, e, talvez, ter a felicidade de ser correrpondida. Quem sabe!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Pensamos demasiadamente.. Sentimos pouco.."


O Problema da sociedade hoje em dia se resume á essa curta frase "Pensamos demasiadamente.. Sentimos pouco.." As pessoas simplesmente esqueceram como é sentir. Seja uma simples música, á um real amor. Tudo hoje em dia é banal, superficial. Tudo perdeu o sentido. Mais me pergunto.. Onde foi morar a sensibilidade das pessoas? Onde está a essencia? O real interesse pelas coisas simples como adimirar o céu, um luar, sentir o aroma de uma flor, de uma brisa.. da chuva? Onde foi parar pequenas coisas assim que são essencias? Será que hoje em dia o único sentido das coisas está no consumismo, na pressa em crescer? Onde estão as coisas simples? Tiraram férias, ou simplesmente estão esquecidas dentro de cara ser humano?
Não consigo encontrar as respostas, o mais intrigante na minha maneira de pensar.. de ver as coisas, é que, quando me vejo dentro de um ônibus, ou na janela de minha casa me deparando, muitas vezes sem perceber, admirando o céu, um simples por-do-sol me pergunto se outras pessoas, nos tempos de hoje, ainda reparam nessas pequenas belezas que o dia a dia nos dá. Os tempos são difíceis. São. Mais muitos não reparam nos pequenos presentes que o cotidianos trás, e esse presentes não se compram com cartão de crédito, nem precisam ser parcelados. Não tem juros, nem taxas. É um presente que você tem á vista, e disponível á qualquer momento. basta você ver.. sentir!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Crise dos 20 e poucos anos


A chamam de "crise do quarto de vida".
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc.. E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’… E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida. Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo. Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a). De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela. O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16… Então, amanhã teremos 30?? Assim tão rápido?

(Autor Desconhecido)