segunda-feira, 31 de agosto de 2009

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Sai cedo do trabalho hoje, e cheguei em casa por volta das 8 da noite. O clima estava ligeiramente pesado. Quis evitar frustações com a minha presença, para as pessoas que eu gosto. Mais enfim, resolvo pegar o ônibus que demora o tliplo do tempo, para vir embora. Devo ser louca ou algo do gênero. Mais adoro vir embora, observando, os lugares, as pessoas.
E só vindo com esse transporte mais lento, que consigo isso. Para mim, é uma sensação estranha, até diria única, em apenas 40 minutos, que é o tempo que demora a viagem, consigo ter ínumeros pensamentos... sentimentos.
Hoje, quando chegava perto do terminal parque D. pedro, a maioria das pessoas no ônibus desceram ali, para pegar o expresso, que é mais rápido, o que toda pessoa em sã conciência faria se estivesse naquele mesmo ônibus, e o destino fosse o mesmo, mais o intervalo de tempo mais curto. Mais eu não, continuei sentada vendo as pessoas sairem, e brisando, ouvindo minhas músicas antigas, com as minhas lembranças ( para não variar elas me perseguem, e estão mas vivas que nunca, principalmente em momentos que me encontro sozinha) quando paro, e olho para cima, no meio de pessoas apressadas, carros soltandos seus gazes e um céu com um ton de alaranjado bem claro (difícil ver um por do sol com as suas reais cores aqui), vejo, aquela árvore, sempre que passo a observo, mais hoje, foi mais especial. Entre seus galhos secos de fim de inverno, nasciam, nos galhos, pequenas e envergonhadas folhinhas, mais suas cores ainda não tinham seu verde vivaz, que conheço de outras árvores. Assim que ví, um sorriso se abriu em meu olhos cobertos de lágrimas, por ter tido um dia péssimo, foi a única hora do dia, que consegui dar um sorriso sincero, sem forçar. E em retribuição ao meu gesto, um vento soprou, bem de leve, e eu entendi aquilo, como um agradecimento ao meu sorriso, nesse momento, nem prestava atenção ao que tocara no meu mp4, mais assim que a música acabara e começara outra, lembro até de qual, special needs - placebo. As lembanças retornaram, mais fortes do que nunca, e voltaram a me asombrar, me lembrei de muitas coisas, mais em especial uma pessoinha que sempre lembro, quando ouço, uma certa camaleãozinha.
Conforme o ônibus se movia, eu olhava fixamente, cada árvore, e notei que em cada uma delas, estava diferente, cada uma estava tomando uma nova forma, nascendo novas folhas, outras novas flores, e achei aquilo fantástico. Um sentimento que não sei explicar em mim, me perguntei nessa mesma hora, será que outras pessoas reparam nesses pequenos detalhes? mesmo com essa correria da grande selva de pedra?
A resposta me veio a seguir, quando cheguei perto do museu do ipiranga, e lá entraram vários jovens que saim da escola ( eles tinham aproximadamente a mesma idade fisica que a minha, mais mentalmente não) e por infeliz coicidência resolveram se sentar bem atrás de mim, os 4, ou 5 que haviam lá, com o celular nas alturas e tocando funk ¬¬. Me senti ótima neh (afinal de contas, eu amo funk ¬¬''), mais enfim, até hoje não posso interferir nessa coisa chamada livre árbitrio, nem posso me dar ao luxo, de gritar em pleno ônibus, para que respeitem a privacidade do próximo e o silêncio, que provalmente, o restante do ônibus gostaria de continuar aproveitando. Como dizia, recebi minha reposta nesse instante, de que quase ninguém presta atenção em tão poucos detalhes assim, que coisa tão sem importância para uns e que passam desapercebidos para outras pessoas, para mim são momentos únicos. E eles falavam alto, riam, converssavam, e eu pensei, ou melhor eu revivi naquele momento, a minha fase escolar, e imaginei neles, seis jovens loucos que outrora saim da escola e andavam sem rumo, sem importar se o dia ia acabar, ou não, apenas aproveitavam a presença um do outro, com gargalhadas e risos, mais infelizmente essa fase havia passado, e com o tempo, eles também passaram, de todos eles, restaram apenas dois ou três, que hoje tenho a maior insegurança do mundo de perder, pelos meus atos, de uns meses pra cá. Mais enfim, como dizia, eles riam, despreocupados com tudo, e nem parecia que haviam mais pessoas no ônibus, para eles. No fundo me deu uma pontinha de inveja deles, se eles soubessem quão preciosos são momentos assim.
Eles se mantiveram lá, eu simplesmente os ignorei, e juro, não ouvia mais nada, além das minhas músicas nostalgicas e a paisagem lá de fora. Parecia haver, apenas eu no ônibus, quando estou em dias assim consigo penetrar tão fundo em mim, e sou capaz de tornar o local silencioso(para mim), mesmo se há uma multidão e todos os barulhos do mundo.
Um pouco mais a frente, subiu a bordo um senhor bêbado e começou a falar sobre suas máguas, religião e etc.. nem consegui ouvir direito o que ele dizia, pois estava um pouco a frente de mim, e as pessoas davam risada dele, como se ele fosse o bobo da corte e as pessoas do ônibus, os sulditos a quem ele estivera divertindo. Para mim sua presença ali, não fazia a minima diferença, continuei lacrada na minha redoma de pensamentos e nostalgia. E foi assim o restante da viajem. Seis jovens cheios de assuntos com um celular tocando funk, atrás de mim, e um senhor com sérios problemas com álcool, completamente fora de si, falando tudo, para todos ouvirem e sendo esculaxado também a minha frente. Cheguei no terminal, e um pouco antes de descer, uma mulher gritou com ele, para que ele se calasse, claro, ela não foi a única. Mais eu pensei assim, nessa hora, outrora um amigo me disse: quando você enche a cara, fica de porre, você perde completamente a vergonha, e fala tudo o que esta sentindo, sem o menor pudor, e é mais sincero que qualquer outra pessoa. Pensei, será que preciso ter um porre também, como o que esse senhor teve, para ser sincera comigo mesma ? Para ver que não estou bem, me afundando cada dia mais em um mundo nostalgico só meu, onde as lembranças deviam ser um sentimento bom, não uma dor angustiante, quase física? E principalmente, para perceber, que aos poucos estou perdendo, mesmo que sem perceber, pessoas que eu amo, e as culpando indiretamente por não me entenderem, quando eu mesma ainda não sei realizar essa proeza.
É naquele momento muitos pensamentos se passaram pela minha cabeça, assim como passaram a viagem inteira, e se passam a vários meses, desde que esses sentimentos me pegaram de cheio.
Ainda continuo pensando na hipótese do porre, mais seria fácil demais, e a vida não é assim, as coisas não são assim. Então tentarei encontrar outra alternativa, ou finalmente criarei vergonha na minha cara, e me enfrentarei, sóbria mesmo.

Minha doce alegria :)


Existe uma pessoinha, que nesse mundo inteiro, consegue fazer eu esquecer de tudo, quando estou junto *-*
É incrível a capacidade que ela tem de fazer com que todas as minhas angustias, meus pensamentos e tristeza se dissolvam com apenas um gesto que ela faz.

Basta apenas eu segura-la, pra esquecer de tudo que me rodeia.

Passo mais de meia hora, segurando-a, olhando cada movimento, cada gesto, tudo parece mágico, até o mais simples sorriso, se torna fantástico, quando dado por ela.

Minha Lari tem apenas dois meses de vida, mais já me deu imensas felicidades *-*

Só o fato de ter vindo para este mundo, já é uma imensa felicidade para mim. Acompanhei todo seu crescimento, na barriga de minha tia, e a cada mês, a cada ultrasom, a cada ''foto'' nova que via dela, ainda no interior de minha tia, era como se eu comemorasse uma copa. Era incrivel a felicidade que mi vinha, repentina.

Nem preciso dizer, a minha emoção, quando vi aqueles lindos olhos verdes pela primeira vez.

Felicidade e alegria, sim, é e a definição perfeita do que senti na hora, e sinto a cada vez que a veho *o*

Ela é muito pequenina ainda, mais já sonho com o dia que vou poder leva-la para passear no parque, vesti-la como boneca, com maria - chiquinhas e brincar.

Minha menininha que dia a dia cresce mais rápido. Os meses se passam, para mim, não muda muita coisa, para ela, é uma metamorfose, a cada novo dia.

Meu raiosinho de sol, meu amorzinho..


Every little thing she does is magic :')

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O mundo é um moinho


.''Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés ..''


O eterno poeta: Cazuza

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Tupi *-*


Minha cidadezinha perdida, meu refúgio, meu oásis no deserto.
Ninguém quando menciono essa humilde e pequena civilização, localizada no interior de são paulo, sabe me dizer se conhece ou não. Poucos são os que já ouviram falar, outros se surpreendem com o nome, outros pensam que é nome de sitio.
Mais são pouquissimos, aqueles que tem a chance de conhecer, ou que um dia já passou por lá.
Cresci naquela pequena civilização, e lá passei os melhores anos de minha vida, lá aprendi a valorizar, e, principalmente, amar as pequenas coisas, pequenos detalhes. Todo fim de ano viajo pra lá. Visito meus avós, senhores que já viveram de tudo nessa vida, e que tenho um amor absurdo de grande. O que me faz amar estar lá, além deles, é a paz que aquele local me passa. Lá as coisas não tem pressa, as pessoas não tem pressa. Levanto-me cedo, e isso não é nenhum esforço, pelo contrário, é um prazer. Me perco ouvindo o canto dos pássaros, o balançar das folhas nas árvores, o delicioso cheiro de café novo que minha avó coua, logo pela manhã, os loro no pé de pitanga, dando suas gargalhadas, como se fosse uma forma de dar bom dia ao sol, que raia. Todas as manhãs, são assim: logo depois de tomar café e lavar a louça, sento-me em cadeiras de áreas, ao lado de meu avô, e ouço as mesmas histórias de anos átras. Já sei cada uma delas, dicor e salteado, mais parece que em cada ano, algum novo detalhe surge. Mais o principal ali, é o tempo que eu passo junto a ele, meu avô, uma das pessoas, mais vividas e sábias que já tive o prazer de conhecer em minha vida. Aquela hora do dia é a que eu mais gosto. De tarde, após almoço, deito-me no velho colchão de solteiro, que outrora, fora de algum tio meu. Fechos meus olhos, e entro em um transe profundo, nessas horas nenhum outro sentido em mim se aguça mais do que minha audição e meu tato. Ouço a folha passando ao meu lado, as árvores balançando com a suave brisa da tarde, os raios de sol penetrando suave e gostoso em minha pele, a pessoa do lado de fora, passando na calçada, a cada som, tudo parece tão simples, mais ao mesmo tempo, tão fantástico. Apenas me deito, e esqueço da vida, do mundo, das pessoas.. Me preocupo apenas em sentir.
Ao anoitecer, depois de alguns afazeres, novamente me sento na velha cadeira de área de meu avô, na calçada, do lado de fora de casa, coloco meus dois pés sobre a árvore de 8 anos que lá esta, e simplesmente esvazio minha mente, olho para o céu, e vejo tons e cores jamais vistas na selva de pedra, elas se misturam, como se dançassem no infinito. Aparece uma mescla de rosa com violeta, que vai dando lugar a um laranja que em breve se tornará um azul marinho. e naquele festival de cores vivaz, eu me perco, penssando em absolutamente em nada, apenas adimirando. Em poucas horas, aparece um manto, um infinito azul marinho com intensos pontinhos luminosos, que sorriem para mim, e eu retribuo, com um sentimento único, que nem mesmo eu, consigo explicar. Assim, mais um dia termina, nessa pequena cidadezinha, onde as pessoas se preocupam apenas em aproveitar o dia. A noite, minha avó me conta suas histórias de meninice, suas aventuras. Esses momentos são meu e dela, momentos que assim como tenho com meu avô, me marcam até hoje.
Aqui, na grande selva de pedra, memorizo meus dias na minha pequena cidadezinha, é uma forma de consolo e terapia, para lidar com a correria, e o dia a dia loco que esse local oferece aos seus moradores. Dentro de meu local de trabalho, fecho meus olhos, e mentalizo minhas horas em minha pequena cidadezinha, nesses minutos, sinto a paz e a tranquilidade que tenho lá e entro e transe novamente, mentalizo os sons, os cheiros, e por alguns poucos segundos me sinto lá, até que o telefone toca, o transe acaba, e eu volto a realidade nua e crua. Olho pela janela, e com desgosto, vejo prédios e mais prédios, sons de britadeiras nas ruas, buzinas, carros no transitos, ônibus, pessoas e vendedores ambulantes gritando e tentando ganha seu pão de cada dia. Me sinto perdida, asfixiada até, com uma vontade imensa de correr, sair de onde estou, fugir para meu refúgio. O que me anima, é que sei que não importa os meses que passo na asfixiante selva de pedra, sempre terei meu doce refúgio no fim de cada ano.

Amor



Existe uma pessoa nesse mundo, que eu posso jurar sentir isso. Essa pessoa me conhece muito bem, com a palma da mão eu diria, dela eu só posso agradecer, e jamais, se quer cobrar algo, posso fazer tudo e mais um pouco e mesmo assim não terei feito a missa metade.
Lembro-me de meus tempos de meninice, sempre ao entardecer, de certos dias do ano, ha via sentada em sua cadeira dos anos 50, costurando na sua velha máquina. Ficava ali por horas a fio, sem me sentir impaciente. Cada tecido que a agulha juntava um no outro, cada gesto que a via fazer, tudo esta gardadinho aqui dentro de mim.
A noitinha me lembro apenas de nós duas na cozinha, passava, muitas veses da meia noite, eu, pequena.. caindo de sono, ficava ali do seu lado, e me esbaldava tagarelando nas orelhas dela.
Até hoje gostaria de saber como ela teve paciencia para ouvir tantas asneiras minha dessa forma.
Certas veses me garreva em suas costas, ah.. como era gostoso, como eu me deliciava com aquelas tardes. Que saudades.
Hoje, passados anos depois de cada lembrança que aqui escrevo. Tenho essa pessoa, a minha adorada avó, como uma das pessoas (se não a mais ) importante de minha vida. Pois com ela passei momentos raros, que apenas eu e ela temos em nosso coração. Não esqueço nenhum deles.
E principalemente as lições de me ensinará, e que me ensina até hoje: são várias, mais acho que dentre elas, as mais importante foram: amor acima de tudo, perdão, paciência e sabedoria, para aprender a lidar, não apenas comigo mesma, mais com todos que me rodeiam.
Sempre que eu preciso, ela esta lá, me aconselhando, me ouvindo, mesmo que seja a coisa mais besta, pois para ela que já sofrerá tanto, qualquer coisa que eu passar, será minima, perto de tudo que ela já passará. Mais o que mais me deixa feliz, são as lembranças, e saber que mesmo depois de anos ela continua a mesma, não mudará um só jeito de ser comigo, o mesmo amor, a mesma dedicação, o mesmo carinho e afeto, continuam o mesmo, desde de quando eu viera para este mundo. Meu maior amor, minha avó.

domingo, 16 de agosto de 2009


''Eu vivi em um lugar onde as pessoas não se importam mais com os problemas da juventude, apenas se importam com o passar do tempo,a temperatura de um banho,ou apenas o por do sol''

Benjamim Button

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Meu infinito particular

Criei esse espaço para chamar de "meu". Um lugar onde posso desabafar, postar meus textos, meus pensamentos, minhas tristezas e alegrias, minhas palavras ao vento.
Apenas meu cantinho!