sábado, 19 de dezembro de 2009

O que mais valeu a pena esse ano.



Não podia terminar meu ano, sem escrever sobre as duas pessoas que mais me fiseram feliz esse ano, as criaturas que mais me fiseram rir, gargalhar. Que com sua inocencia, tornaram tudo mais... facil. Foram meus primos, Henrique de apenas 3 aninhos e Larissa, hoje com 6 meses. A cada riso que via em suas carinhas, a cada abraço sincero, a cada ''eu te amo'' que meu querido pentelho me dizia, faziam eu me sentir rara, pura. E é esse sentimento que as crianças causam em mim, uma alegria tão inocente, pura, única.. uma alegria que eu um dia tivera e perdi em algum lugar dentro de mim, que ainda não pudi encontrar. Quando estou com eles, recupero um pouco dessa alegria que eu perdi, o riso fica mais sincero em meu rosto, tudo fica mais leve, até mesmo o ambiente.. e é isso que a criança faz, por que eles são puros, inocentes, livre de qualquer peso, de qualquer maldade.. e são completamente sinceros. Foi a alegria deles, misturava com o meu grande amor, que fiseram eles serem grande fonte de felicidade em minha vida, esse ano de 2009. Eu os amo, com tal intensidade, como jamais um dia achei que pudesse amar.

sábado, 28 de novembro de 2009

Meu Mundo.



No meu próprio mundo me escondo das pessoas, elas me assustam, me amedrontam, com todos os seus conceitos, idéias e hábitos estranhos. Uma vez tentara um contato maior...
Mais como eu imaginei, fora em vão, elas são estranhas demais para eu poder me relacionar com qualquer uma, por mais que sejam da mesma espécie que eu, mais somos de mundos completamente diferentes.
Nossas idéias, nunca batem, nossos íntimos jamais se tocam, tenho meus conceitos.
Elas têm os delas, milhões de vezes mais complicados que os meus.
Então, criei meu pequeno mundo, onde vivem apenas: eu, meus sentimentos confusos, minhas lembranças, e a mais importante de todas, a música, simplesmente sem ela meu mundo seria totalmente preto, com ela tem mais vida, mais cor, não é apenas preto no branco, tem cinza também, ela me compreende de uma maneira tão única que pessoa nenhuma consegue. Somos apenas nós, em nosso mundo de faz de conta, em nosso solitário mundo, onde ninguém cria regras, idéias ou quaisquer hábitos estranhos.
E me perco, lembrando de dias felizes, de dias que jamais retornaram, de minha doce infância.
Ah! Minha doce infância, como era tão mais livre naquela época, como as pessoas não pareciam tão estranhas, presas em seu mundo de horror, como é hoje em dia. Elas pensam que são livres, mais não são, seus corpos são livres, o material é livre, mais a mente, a alma está sempre presa a um conceito, a uma idéia. A selva de pedra e a sociedade fazem isso com as pessoas, criam a ilusão de serem livres, e elas simplesmente deixam se levar.
Você não tem o direito de expor o que sente, não tem o direito de ficar triste, não tem o direito de gritar, quando algo não lhe agrada, e muito menos ainda, tem o direito de ir e vir quando tem vontade. As próprias pessoas se prendem em seus horários em suas regras.
É incrível como a humanidade é uma cadeia, e suas celas eternas são suas mentes.
Tenho medo das pessoas, medo de como elas podem agir, e é por isso que vivo em meu mundo, com minhas eternas companheiras como sempre vivi. Não, não é tão ruim quando você se acostuma, sua percepção aguça mais, seus sentimentos, sua sensibilidade, elas me ajudam com isso, minhas companhias, minhas únicas companhias. É bom telas comigo, somos apenas nós, cada uma em seu espaço, mais todas em um único.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Familia.



Você pode ter milhões de amigos, milhões de fases, milhões de qualidades, milhões de defeitos, mas no fim, quem vai estar do seu lado em todas as suas atitudes, não importa o seu jeito ou o que você faça, que vai te aceitar do jeito que você é, é a sua família. Se transformam depois em grandes amigos para toda a vida, em companhia sempre presente de qualquer maneira. Em algo que fica quando se perde o que o tempo nos vai levando.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

.''Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!''.


Como disse clarice lispector.. não pudi me despedir dessa criatura que era meu vozinho, que se foi a 4 anos, da forma mais triste e dolorosa que alguém pode ir, sofrendo :/

Eu não pudi me despedir dele, não tive essa oportunidade.. não pude nem se quer dizer a ele

tudo o que eu sentia.. na época jamais imaginaria o que acontecerá.. alias... ninguem sabe quando vai perder alguém que ama..

Depois disso, me tornei uma pessoa chata, sempre abraçando, beijando quem está a minha volta.. como meus familiares, meus amigos.. muito me dão um chega pra lá.. falam que eu ''sofro de carencia'' esses eu deixo de lado.. acho que a única pessoa que jamais rejeita meus abraços é minha avó, e ele.. que se foi.. nunca mas poderei abraça-lo.
A sua ausencia nesses anos todos tem sido horrivel.. mais eu sei que um dia eu encontrarei ele de novo, de uma forma ou de outra..

Essa pessoa que sempre fora batalhadora, forte, e que apesar de todas as besteiras que eu lhe falara na época.. por ser idiota demais,.. jamais deixara de pensa em um segundo em mim quando estivera vivo.. sempre me trouxera o leitinho que eu gostava.. me esperava de fim de semana,, e quando eu não ia.. me ligava.

Sinto muita saudades de você, Sr° Olivio José de Barros, espero que onde esteja.. possa saber o quanto meu amor ainda é grande..e o quanto eu queria ter demonstrado mais ele.

Como diria o senhor: ''O macaco aqui ta certo''.

Pra Sempre: meu carequinha *-*

Um sopro de vida ..

 















''Viver é uma espécie de loucura que a morte faz. Vivam os mortos, porque neles vivemos.De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser. Tu és? Tenho certeza que sim. O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. Decerto tudo deve estar sendo o que é. O dia corre lá fora à toa e há abismos de silêncio em mim. A sombra de minha alma é o corpo. O corpo é a sombra de minha alma.Sou feliz na hora errada. Infeliz quando todos dançam.Nunca a vida foi tão atual como hoje: por um triz é o futuro. Tempo para mim significa a desagregação da matéria. O apodrecimento do que é orgânico como se o tempo tivesse como um verme dentro de um fruto e fosse roubando a este fruto toda a sua polpa. O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta''.
 
Clarice Lispector



Como pode alguem com tamanha capacidade de decifrar - me e entender -me tão bem, como ela?

sábado, 5 de setembro de 2009

Vazio estranho.


Por mais que eu diga, que eu consigo viver sem alguém ao meu lado, tranquilamente.
Sem uma pessoa para amar, além do simples amor de amigo, que as pessoas que eu tenho ao meu lado me completam, que eu não sinto falta de sentir esse sentimendo tão avassalador, quanto é a paixão. As vezes me pego penssando nisso.
Tive uma vez, a chance de poder viver isso, com uma pessoa maravilhosa, mais infelizmente, não soube retribuir o mesmo sentimento, pois mais uma vez, na época estava cega, e amava alguém, que um tempo depois, vi que não valerá tanto a pena assim.
Passou-se um longo tempo, até que consegui tirar de meu coração, digamos que agora, eu estou livre, leve e solta. Não que isso me incomode, pelo contrário, eu fico feliz de saber que não sou como outras garotas, que precisa viver grudada em alguém 24 horas por dia, 365 dias do ano, para poder ser feliz, ou, no meu caso, nos últimos meses, ter momentos alegres.
Mais quando vejo, casais na rua de mãos dadas, um filme de amor, ou leio um livro de romance...
De repente, aquela parte esquecida, aquele pequeno vazio, que até então dormia em silêncio, quieto em meu peito, sem me incomodar.. Despertar.
É nessas horas, que me pergunto, será que essa história de alma gêmea existe mesmo? De metade da laranja? ou a tampa da sua panela?.
Para mim, esse tipo de amor, ou pra ser mais precisa, A PAIXÃO, é algo tão misterioso para mim, quanto a mim mesma. Nunca tiverá isso em toda minha vida.
Vejo as pessoas que tem seus relacionamentos felizes, que encontraram em seu amor, não apenas uma pessoa a quem pudesse dedicar sua paixão, mais também sua amizade, companheirismo, fidelidade, e principalmente.. amor.... muito amor, nessas horas, sinto uma pontada de inveja delas, pois jamais tivera isso.
Nunca soube como é se sentir com borboletas no estômago, como é poder se entregar 100% a alguém e essa pessoa fazer o mesmo por você, como é um beijo de amor sincero, como é andar de mãos dadas, dar milhões de abraços e ansiar cada fim de semana para vê-la. Nunca soube o que é isso, e me pergunto, se um dia saberei.
Nesse assunto, me tornei cética.
É como um ateu, que deixou de acreditou em Deus. Assim sou em relação ao amor, a paixão, mais propriamente dita.
Sinto falta sim, não posso negar, falta de viver experiências assim, ver que os dias se passam, os anos..Minha mocidade indo, e eu... sem viver o que todos já viveram ao menos uma vez na vida. Um amor verdadeiro, único e belo.
Queria ao menos, uma vez em minha vida viver isso. Encontrar uma pessoa com ideologias parecidas com as minhas, não iguais, claro, mais que nossas idéias se encontrassem de vez em quando, queria ansiar por meus fins de semana com essa pessoa, querendo que a semana passe rápido, para ter o simples prazer, de no final, ver meu grande amor, passar aqueles momentos tão curtos e tão esperados, ao lado daquele ser. Queria encontra uma pessoa, que ouvisse minhas angustias, sem julga-las, mais sim, simplesmente ouvir, por que me ama, e quer saber sobre mim, sobre meus sentimentos. Queria ter uma pessoa que eu pudesse fazer a mesma coisa.
Queria alguém para poder abraçar, beijar, apertar, e poder colocar pra fora, todo esse amor contido que tenho dentro de mim, sem que a pessoa me ache grudenta, ou que se afaste, quando eu fizer isso. Queria uma pessoa que andasse comigo pelas ruas, falando asneiras, meras bobagens, ou apenas.. ficarmos um fim de semana em casa, sem nada pra fazer, só desfrutanto o silêncio, e a companhia um do outro, abraçados. Queria o que eu acho impossivel hoje em dia..
uma pessoa que me olhasse com olhos de adimiração, de amor, de paixão... Queria simplesmente... pelo menos, por uma vez em minha vida... alguém que eu pudesse amar sinceramente, e que esse sentimento fosse recíproco, para que ao menos uma vez, eu pudesse vivenciar o lado bom do amor, da paixão.. o lado feliz e único que eu nunca conhecerá em meus 18 anos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Saudades..



Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.

Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,eu sinto saudades...


Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades do presente,que não aproveitei de todo,lembrando do passadoe apostando no futuro...


Sinto saudades de coisas sérias,de coisas hilariantes,de casos, de experiências...

Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.


E é por isso que eu tenho mais saudades...Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis!

De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...


Clarice Lispector

Tempo..


.''O tempo passa...

Mesmo quando isso parece impossível.

Mesmo quando cada tique do relógio faz sua cabeça doer como se fosse um fluxo de sangue passando por uma ferida.

Ele passa desigual, em estranhos solavancos e levando a calmaria embora, mas ele passa.

Mesmo pra mim.


New Moon

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Desastre mental














 .''Aqui ninguém entra
Daqui ninguém sai
Somos sobreviventes
De um desastre mental
Eu quero de qualquer jeito
Eu tenho que me salvar''.



Simplesmente... Cazuza

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

(...)


Sai cedo do trabalho hoje, e cheguei em casa por volta das 8 da noite. O clima estava ligeiramente pesado. Quis evitar frustações com a minha presença, para as pessoas que eu gosto. Mais enfim, resolvo pegar o ônibus que demora o tliplo do tempo, para vir embora. Devo ser louca ou algo do gênero. Mais adoro vir embora, observando, os lugares, as pessoas.
E só vindo com esse transporte mais lento, que consigo isso. Para mim, é uma sensação estranha, até diria única, em apenas 40 minutos, que é o tempo que demora a viagem, consigo ter ínumeros pensamentos... sentimentos.
Hoje, quando chegava perto do terminal parque D. pedro, a maioria das pessoas no ônibus desceram ali, para pegar o expresso, que é mais rápido, o que toda pessoa em sã conciência faria se estivesse naquele mesmo ônibus, e o destino fosse o mesmo, mais o intervalo de tempo mais curto. Mais eu não, continuei sentada vendo as pessoas sairem, e brisando, ouvindo minhas músicas antigas, com as minhas lembranças ( para não variar elas me perseguem, e estão mas vivas que nunca, principalmente em momentos que me encontro sozinha) quando paro, e olho para cima, no meio de pessoas apressadas, carros soltandos seus gazes e um céu com um ton de alaranjado bem claro (difícil ver um por do sol com as suas reais cores aqui), vejo, aquela árvore, sempre que passo a observo, mais hoje, foi mais especial. Entre seus galhos secos de fim de inverno, nasciam, nos galhos, pequenas e envergonhadas folhinhas, mais suas cores ainda não tinham seu verde vivaz, que conheço de outras árvores. Assim que ví, um sorriso se abriu em meu olhos cobertos de lágrimas, por ter tido um dia péssimo, foi a única hora do dia, que consegui dar um sorriso sincero, sem forçar. E em retribuição ao meu gesto, um vento soprou, bem de leve, e eu entendi aquilo, como um agradecimento ao meu sorriso, nesse momento, nem prestava atenção ao que tocara no meu mp4, mais assim que a música acabara e começara outra, lembro até de qual, special needs - placebo. As lembanças retornaram, mais fortes do que nunca, e voltaram a me asombrar, me lembrei de muitas coisas, mais em especial uma pessoinha que sempre lembro, quando ouço, uma certa camaleãozinha.
Conforme o ônibus se movia, eu olhava fixamente, cada árvore, e notei que em cada uma delas, estava diferente, cada uma estava tomando uma nova forma, nascendo novas folhas, outras novas flores, e achei aquilo fantástico. Um sentimento que não sei explicar em mim, me perguntei nessa mesma hora, será que outras pessoas reparam nesses pequenos detalhes? mesmo com essa correria da grande selva de pedra?
A resposta me veio a seguir, quando cheguei perto do museu do ipiranga, e lá entraram vários jovens que saim da escola ( eles tinham aproximadamente a mesma idade fisica que a minha, mais mentalmente não) e por infeliz coicidência resolveram se sentar bem atrás de mim, os 4, ou 5 que haviam lá, com o celular nas alturas e tocando funk ¬¬. Me senti ótima neh (afinal de contas, eu amo funk ¬¬''), mais enfim, até hoje não posso interferir nessa coisa chamada livre árbitrio, nem posso me dar ao luxo, de gritar em pleno ônibus, para que respeitem a privacidade do próximo e o silêncio, que provalmente, o restante do ônibus gostaria de continuar aproveitando. Como dizia, recebi minha reposta nesse instante, de que quase ninguém presta atenção em tão poucos detalhes assim, que coisa tão sem importância para uns e que passam desapercebidos para outras pessoas, para mim são momentos únicos. E eles falavam alto, riam, converssavam, e eu pensei, ou melhor eu revivi naquele momento, a minha fase escolar, e imaginei neles, seis jovens loucos que outrora saim da escola e andavam sem rumo, sem importar se o dia ia acabar, ou não, apenas aproveitavam a presença um do outro, com gargalhadas e risos, mais infelizmente essa fase havia passado, e com o tempo, eles também passaram, de todos eles, restaram apenas dois ou três, que hoje tenho a maior insegurança do mundo de perder, pelos meus atos, de uns meses pra cá. Mais enfim, como dizia, eles riam, despreocupados com tudo, e nem parecia que haviam mais pessoas no ônibus, para eles. No fundo me deu uma pontinha de inveja deles, se eles soubessem quão preciosos são momentos assim.
Eles se mantiveram lá, eu simplesmente os ignorei, e juro, não ouvia mais nada, além das minhas músicas nostalgicas e a paisagem lá de fora. Parecia haver, apenas eu no ônibus, quando estou em dias assim consigo penetrar tão fundo em mim, e sou capaz de tornar o local silencioso(para mim), mesmo se há uma multidão e todos os barulhos do mundo.
Um pouco mais a frente, subiu a bordo um senhor bêbado e começou a falar sobre suas máguas, religião e etc.. nem consegui ouvir direito o que ele dizia, pois estava um pouco a frente de mim, e as pessoas davam risada dele, como se ele fosse o bobo da corte e as pessoas do ônibus, os sulditos a quem ele estivera divertindo. Para mim sua presença ali, não fazia a minima diferença, continuei lacrada na minha redoma de pensamentos e nostalgia. E foi assim o restante da viajem. Seis jovens cheios de assuntos com um celular tocando funk, atrás de mim, e um senhor com sérios problemas com álcool, completamente fora de si, falando tudo, para todos ouvirem e sendo esculaxado também a minha frente. Cheguei no terminal, e um pouco antes de descer, uma mulher gritou com ele, para que ele se calasse, claro, ela não foi a única. Mais eu pensei assim, nessa hora, outrora um amigo me disse: quando você enche a cara, fica de porre, você perde completamente a vergonha, e fala tudo o que esta sentindo, sem o menor pudor, e é mais sincero que qualquer outra pessoa. Pensei, será que preciso ter um porre também, como o que esse senhor teve, para ser sincera comigo mesma ? Para ver que não estou bem, me afundando cada dia mais em um mundo nostalgico só meu, onde as lembranças deviam ser um sentimento bom, não uma dor angustiante, quase física? E principalmente, para perceber, que aos poucos estou perdendo, mesmo que sem perceber, pessoas que eu amo, e as culpando indiretamente por não me entenderem, quando eu mesma ainda não sei realizar essa proeza.
É naquele momento muitos pensamentos se passaram pela minha cabeça, assim como passaram a viagem inteira, e se passam a vários meses, desde que esses sentimentos me pegaram de cheio.
Ainda continuo pensando na hipótese do porre, mais seria fácil demais, e a vida não é assim, as coisas não são assim. Então tentarei encontrar outra alternativa, ou finalmente criarei vergonha na minha cara, e me enfrentarei, sóbria mesmo.

Minha doce alegria :)


Existe uma pessoinha, que nesse mundo inteiro, consegue fazer eu esquecer de tudo, quando estou junto *-*
É incrível a capacidade que ela tem de fazer com que todas as minhas angustias, meus pensamentos e tristeza se dissolvam com apenas um gesto que ela faz.

Basta apenas eu segura-la, pra esquecer de tudo que me rodeia.

Passo mais de meia hora, segurando-a, olhando cada movimento, cada gesto, tudo parece mágico, até o mais simples sorriso, se torna fantástico, quando dado por ela.

Minha Lari tem apenas dois meses de vida, mais já me deu imensas felicidades *-*

Só o fato de ter vindo para este mundo, já é uma imensa felicidade para mim. Acompanhei todo seu crescimento, na barriga de minha tia, e a cada mês, a cada ultrasom, a cada ''foto'' nova que via dela, ainda no interior de minha tia, era como se eu comemorasse uma copa. Era incrivel a felicidade que mi vinha, repentina.

Nem preciso dizer, a minha emoção, quando vi aqueles lindos olhos verdes pela primeira vez.

Felicidade e alegria, sim, é e a definição perfeita do que senti na hora, e sinto a cada vez que a veho *o*

Ela é muito pequenina ainda, mais já sonho com o dia que vou poder leva-la para passear no parque, vesti-la como boneca, com maria - chiquinhas e brincar.

Minha menininha que dia a dia cresce mais rápido. Os meses se passam, para mim, não muda muita coisa, para ela, é uma metamorfose, a cada novo dia.

Meu raiosinho de sol, meu amorzinho..


Every little thing she does is magic :')

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O mundo é um moinho


.''Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés ..''


O eterno poeta: Cazuza

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Tupi *-*


Minha cidadezinha perdida, meu refúgio, meu oásis no deserto.
Ninguém quando menciono essa humilde e pequena civilização, localizada no interior de são paulo, sabe me dizer se conhece ou não. Poucos são os que já ouviram falar, outros se surpreendem com o nome, outros pensam que é nome de sitio.
Mais são pouquissimos, aqueles que tem a chance de conhecer, ou que um dia já passou por lá.
Cresci naquela pequena civilização, e lá passei os melhores anos de minha vida, lá aprendi a valorizar, e, principalmente, amar as pequenas coisas, pequenos detalhes. Todo fim de ano viajo pra lá. Visito meus avós, senhores que já viveram de tudo nessa vida, e que tenho um amor absurdo de grande. O que me faz amar estar lá, além deles, é a paz que aquele local me passa. Lá as coisas não tem pressa, as pessoas não tem pressa. Levanto-me cedo, e isso não é nenhum esforço, pelo contrário, é um prazer. Me perco ouvindo o canto dos pássaros, o balançar das folhas nas árvores, o delicioso cheiro de café novo que minha avó coua, logo pela manhã, os loro no pé de pitanga, dando suas gargalhadas, como se fosse uma forma de dar bom dia ao sol, que raia. Todas as manhãs, são assim: logo depois de tomar café e lavar a louça, sento-me em cadeiras de áreas, ao lado de meu avô, e ouço as mesmas histórias de anos átras. Já sei cada uma delas, dicor e salteado, mais parece que em cada ano, algum novo detalhe surge. Mais o principal ali, é o tempo que eu passo junto a ele, meu avô, uma das pessoas, mais vividas e sábias que já tive o prazer de conhecer em minha vida. Aquela hora do dia é a que eu mais gosto. De tarde, após almoço, deito-me no velho colchão de solteiro, que outrora, fora de algum tio meu. Fechos meus olhos, e entro em um transe profundo, nessas horas nenhum outro sentido em mim se aguça mais do que minha audição e meu tato. Ouço a folha passando ao meu lado, as árvores balançando com a suave brisa da tarde, os raios de sol penetrando suave e gostoso em minha pele, a pessoa do lado de fora, passando na calçada, a cada som, tudo parece tão simples, mais ao mesmo tempo, tão fantástico. Apenas me deito, e esqueço da vida, do mundo, das pessoas.. Me preocupo apenas em sentir.
Ao anoitecer, depois de alguns afazeres, novamente me sento na velha cadeira de área de meu avô, na calçada, do lado de fora de casa, coloco meus dois pés sobre a árvore de 8 anos que lá esta, e simplesmente esvazio minha mente, olho para o céu, e vejo tons e cores jamais vistas na selva de pedra, elas se misturam, como se dançassem no infinito. Aparece uma mescla de rosa com violeta, que vai dando lugar a um laranja que em breve se tornará um azul marinho. e naquele festival de cores vivaz, eu me perco, penssando em absolutamente em nada, apenas adimirando. Em poucas horas, aparece um manto, um infinito azul marinho com intensos pontinhos luminosos, que sorriem para mim, e eu retribuo, com um sentimento único, que nem mesmo eu, consigo explicar. Assim, mais um dia termina, nessa pequena cidadezinha, onde as pessoas se preocupam apenas em aproveitar o dia. A noite, minha avó me conta suas histórias de meninice, suas aventuras. Esses momentos são meu e dela, momentos que assim como tenho com meu avô, me marcam até hoje.
Aqui, na grande selva de pedra, memorizo meus dias na minha pequena cidadezinha, é uma forma de consolo e terapia, para lidar com a correria, e o dia a dia loco que esse local oferece aos seus moradores. Dentro de meu local de trabalho, fecho meus olhos, e mentalizo minhas horas em minha pequena cidadezinha, nesses minutos, sinto a paz e a tranquilidade que tenho lá e entro e transe novamente, mentalizo os sons, os cheiros, e por alguns poucos segundos me sinto lá, até que o telefone toca, o transe acaba, e eu volto a realidade nua e crua. Olho pela janela, e com desgosto, vejo prédios e mais prédios, sons de britadeiras nas ruas, buzinas, carros no transitos, ônibus, pessoas e vendedores ambulantes gritando e tentando ganha seu pão de cada dia. Me sinto perdida, asfixiada até, com uma vontade imensa de correr, sair de onde estou, fugir para meu refúgio. O que me anima, é que sei que não importa os meses que passo na asfixiante selva de pedra, sempre terei meu doce refúgio no fim de cada ano.

Amor



Existe uma pessoa nesse mundo, que eu posso jurar sentir isso. Essa pessoa me conhece muito bem, com a palma da mão eu diria, dela eu só posso agradecer, e jamais, se quer cobrar algo, posso fazer tudo e mais um pouco e mesmo assim não terei feito a missa metade.
Lembro-me de meus tempos de meninice, sempre ao entardecer, de certos dias do ano, ha via sentada em sua cadeira dos anos 50, costurando na sua velha máquina. Ficava ali por horas a fio, sem me sentir impaciente. Cada tecido que a agulha juntava um no outro, cada gesto que a via fazer, tudo esta gardadinho aqui dentro de mim.
A noitinha me lembro apenas de nós duas na cozinha, passava, muitas veses da meia noite, eu, pequena.. caindo de sono, ficava ali do seu lado, e me esbaldava tagarelando nas orelhas dela.
Até hoje gostaria de saber como ela teve paciencia para ouvir tantas asneiras minha dessa forma.
Certas veses me garreva em suas costas, ah.. como era gostoso, como eu me deliciava com aquelas tardes. Que saudades.
Hoje, passados anos depois de cada lembrança que aqui escrevo. Tenho essa pessoa, a minha adorada avó, como uma das pessoas (se não a mais ) importante de minha vida. Pois com ela passei momentos raros, que apenas eu e ela temos em nosso coração. Não esqueço nenhum deles.
E principalemente as lições de me ensinará, e que me ensina até hoje: são várias, mais acho que dentre elas, as mais importante foram: amor acima de tudo, perdão, paciência e sabedoria, para aprender a lidar, não apenas comigo mesma, mais com todos que me rodeiam.
Sempre que eu preciso, ela esta lá, me aconselhando, me ouvindo, mesmo que seja a coisa mais besta, pois para ela que já sofrerá tanto, qualquer coisa que eu passar, será minima, perto de tudo que ela já passará. Mais o que mais me deixa feliz, são as lembranças, e saber que mesmo depois de anos ela continua a mesma, não mudará um só jeito de ser comigo, o mesmo amor, a mesma dedicação, o mesmo carinho e afeto, continuam o mesmo, desde de quando eu viera para este mundo. Meu maior amor, minha avó.

domingo, 16 de agosto de 2009


''Eu vivi em um lugar onde as pessoas não se importam mais com os problemas da juventude, apenas se importam com o passar do tempo,a temperatura de um banho,ou apenas o por do sol''

Benjamim Button

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Meu infinito particular

Criei esse espaço para chamar de "meu". Um lugar onde posso desabafar, postar meus textos, meus pensamentos, minhas tristezas e alegrias, minhas palavras ao vento.
Apenas meu cantinho!